segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Depois da Tempestade

Pode ser que eu tenha sido um pouco injusta com a circunstância. Sem saber ao certo quais as palavras seriam adequadas para usar. O antônimo de tudo agora vem à tona. Uma alegria repentina com razões concretas me toma o corpo. Faço jus daquela velha frase "antes prevenir do que remediar".
Ansiosamente conto segundos como criança a espera do aniversário. Mas desta vez sem tanta cede ao pote. Afinal aquela lição de fim de livro de história infantil acabei recebendo.
Graças a porrada que levei concluir que: Sem essa de "planos".
Porém posso garantir que o meu sonho, irrelevante para vocês meus caros, prorroga-se em mim quase da mesma forma. A pequena diferença é que a tal "paciência" se tornou o ingrediente principal dele.
Quiçá agora eu esteja mais forte. Mais preparada. Ao menos é o que estou sentindo.
Infelizmente nunca soube se minha impulsividade me fez bem ou mal. Preferia ficar na dúvida. A irracionalidade sempre me tentou. Mas pelo visto parece que as minhas constantes mudanças conseguiram atingir a este ponto também. Não sou a mesma. Tudo está sendo transformado. São coisas sem recursos a serem indagadas. Nem eu mesma estou compreendendo.
Só me parece que a menina cresceu, deixou seu mundinho ilusório e teve que começar a tomar decisões de mulher.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sina

Uma tristeza imensa novamente me devora.
As lágrimas correm dos meu olhos com uma frequência indescritível.

Vou logo avisar que neste texto não terá palavras bonitas ou mesmo será interessante. Acho que a dor de uma pessoa nunca atraiu muito as outras que a cercam.

Me revolto bruscamente ao saber como o destino é imensamente cruel. Como consegue preparar tudo aos mínimos detalhes para nosso sofrimento no fim ser perfeito e dá a ele toda satisfação esperada. Ele irá te exaltar por um tempo. Vai fazer você pensar que tudo está perfeito, correndo as mil maravilhas, que você é o ser mais sortudo da terra. Vai empolgar-te. Irá deixá-lo fazer planos e sentir-se plenamente feliz e radiante. Mas isso é tudo uma farsa. Tudo parte do seu planinho maquiavélico. Do mesmo jeito que deu a você a chance de ter essas emoções alucinantes ele irá arrancá-las de uma só vez sem nenhuma gota de compaixão. E irá te deixar assim como eu estou. Uma criatura sem chão, sem um horizonte, sem esperanças de algo mudar, sem remédio algum para curar a dor assídua. O maldito simplesmente lhe entrega depois de tudo o silêncio, o seu coração podre, a melancolia, a repreensão do mundo que está a sua volta, a solidão, o choro excessivo, o ódio. Além do martírio de si mesmo por meio dos seus pensamentos que são aqueles que apontam-te que foi sua estupidez que fez tudo dar errado.
Queria apenas que alguém me dissesse que não! Que a culpa não foi MINHA! E sim dele! Que eu não teria como evitar nada, afinal não tenho poder algum. Não tenho forças suficiente para lutar contra ele. O meu exército é nada em comparação ao que o pertence. Então suponho que o melhor a se fazer é eu uma mera mortal afundada em tanto infortúnio mande minha tropa cessar fogo pois a guerra foi perdida e eu não mais tenho estrutura para continuar em um campo de batalha. Me entregarei como um soldado digno.

"Se é minha dor que quer, darei! Porque te pertence por direito. Foi de você que ela veio então que a leve de volta junto com meus cacos."

E ouçam de alguém que já viveu na própria carne o sofrimento por obra do destino várias e várias vezes meus caros leitores, que não se iludam. Não vós deixem levar por ele porque seu tombo virá no final e as profundas cicatrizes obtidas farão lembrar-te persistentemente de que sua desventura lhe custou caro.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lugar distante

Ontem eu decidi que neste final de semana irei a Marte.
Os poros da minha bela pele, branca como a neve, estão implorando-me incessantemente o calor que domina aquele planeta. E os meus neurônios gritam por socorro pois já não mais aguentam ouvir tantas asneiras ditas pelos habitantes terrestres que ainda se conceituam vastos de firmeza como "Seres dotados de inteligência".
Aqui o sentido das palavras imáculadas fora esquecido. Sinto distintamente a chegada do caos mais próxima no decorrer dos minutos.
Acho que minhas econômias conseguirão suprir este meu capricho repentino de escapar deste lugar rodeado de pessoas egocêntricas e onde dividir algo parece existir somente na matemática. Aprendi a ser diferente e tenho medo de acabar contaminando-me e tornando-me também um ser inescrupuloso e sem propostas atraentes.
Assim em um local no meio do universo bem longe de onde estou no momento repensarei detalhadamente em quem fui, em que sou e em quem decidirei me tornar.