sábado, 4 de dezembro de 2010

Sina

Uma tristeza imensa novamente me devora.
As lágrimas correm dos meu olhos com uma frequência indescritível.

Vou logo avisar que neste texto não terá palavras bonitas ou mesmo será interessante. Acho que a dor de uma pessoa nunca atraiu muito as outras que a cercam.

Me revolto bruscamente ao saber como o destino é imensamente cruel. Como consegue preparar tudo aos mínimos detalhes para nosso sofrimento no fim ser perfeito e dá a ele toda satisfação esperada. Ele irá te exaltar por um tempo. Vai fazer você pensar que tudo está perfeito, correndo as mil maravilhas, que você é o ser mais sortudo da terra. Vai empolgar-te. Irá deixá-lo fazer planos e sentir-se plenamente feliz e radiante. Mas isso é tudo uma farsa. Tudo parte do seu planinho maquiavélico. Do mesmo jeito que deu a você a chance de ter essas emoções alucinantes ele irá arrancá-las de uma só vez sem nenhuma gota de compaixão. E irá te deixar assim como eu estou. Uma criatura sem chão, sem um horizonte, sem esperanças de algo mudar, sem remédio algum para curar a dor assídua. O maldito simplesmente lhe entrega depois de tudo o silêncio, o seu coração podre, a melancolia, a repreensão do mundo que está a sua volta, a solidão, o choro excessivo, o ódio. Além do martírio de si mesmo por meio dos seus pensamentos que são aqueles que apontam-te que foi sua estupidez que fez tudo dar errado.
Queria apenas que alguém me dissesse que não! Que a culpa não foi MINHA! E sim dele! Que eu não teria como evitar nada, afinal não tenho poder algum. Não tenho forças suficiente para lutar contra ele. O meu exército é nada em comparação ao que o pertence. Então suponho que o melhor a se fazer é eu uma mera mortal afundada em tanto infortúnio mande minha tropa cessar fogo pois a guerra foi perdida e eu não mais tenho estrutura para continuar em um campo de batalha. Me entregarei como um soldado digno.

"Se é minha dor que quer, darei! Porque te pertence por direito. Foi de você que ela veio então que a leve de volta junto com meus cacos."

E ouçam de alguém que já viveu na própria carne o sofrimento por obra do destino várias e várias vezes meus caros leitores, que não se iludam. Não vós deixem levar por ele porque seu tombo virá no final e as profundas cicatrizes obtidas farão lembrar-te persistentemente de que sua desventura lhe custou caro.

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